Túlio Gadêlha critica estratégia de João Campos sobre apoio de Lula

POLÍTICA

Deputado defende aproximação entre presidente e governadora Raquel Lyra para ampliar base política em Pernambuco

O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) afirmou, nesta terça-feira (2), que o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), busca concentrar em sua candidatura o capital político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Folha FM.

Cotado para disputar uma vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD), Túlio defendeu a construção de uma aliança política que una Lula e a governadora pernambucana no processo eleitoral de 2026. Segundo ele, essa aproximação poderia fortalecer o projeto de reeleição do presidente no estado.

Durante a entrevista, o parlamentar argumentou que existem setores políticos aliados ao presidente que resistem à aproximação entre Lula e Raquel Lyra. Para Túlio, as articulações nacionais precisam ser consideradas nas definições políticas em Pernambuco, diante da importância estratégica do estado para a disputa presidencial.

O deputado também destacou que Pernambuco tem potencial para ampliar a votação de Lula em uma eventual campanha à reeleição. Na avaliação dele, o fortalecimento de uma frente política mais ampla poderia contribuir para aumentar o desempenho eleitoral do presidente no estado.

Ao comentar o cenário nacional, Túlio afirmou que considera importante uma vitória presidencial ainda no primeiro turno. Segundo ele, o campo político identificado com a direita deverá apresentar diferentes nomes na disputa, o que amplia a necessidade de articulação entre os aliados do governo federal.

Questionado sobre críticas da oposição relacionadas ao apoio de lideranças conservadoras ao governo estadual, o deputado saiu em defesa de Raquel Lyra. Túlio afirmou que projetos majoritários costumam reunir grupos de diferentes correntes políticas e destacou a importância de dialogar com diversos segmentos da sociedade, incluindo evangélicos, profissionais da segurança pública e eleitores conservadores.

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