A young girl engrossed in her smartphone amidst a group of people using mobile devices indoors.

Médicos britânicos alertam que redes sociais oferecem risco comparável ao tabagismo para crianças

SAÚDE E TECNOLOGIA

Especialistas defendem medidas mais rígidas para conter impactos do excesso de tempo de tela entre jovens

Médicos do Academy of Medical Royal Colleges afirmaram nesta terça-feira que o uso excessivo das redes sociais representa para crianças e adolescentes um risco comparável ao do tabagismo. O alerta foi apresentado durante consulta pública do governo britânico sobre proteção de crianças no ambiente online.

Segundo os especialistas, o tempo excessivo diante das telas tem provocado impactos significativos na saúde mental, no desenvolvimento emocional e na qualidade de vida dos jovens. A entidade médica pediu aos parlamentares britânicos medidas mais rígidas para enfrentar os danos associados ao uso contínuo das plataformas digitais.

O documento entregue à consulta pública detalha preocupações relacionadas ao aumento de casos de ansiedade, depressão, distúrbios do sono e problemas de autoestima entre crianças e adolescentes expostos de forma intensa às mídias sociais.

Os médicos defendem que governos, empresas de tecnologia e famílias atuem conjuntamente na criação de mecanismos de proteção para menores de idade, incluindo controle de conteúdos, limitação de tempo de uso e fortalecimento da educação digital nas escolas.

A discussão ocorre em meio ao crescimento mundial das preocupações sobre os efeitos das redes sociais na saúde de crianças e adolescentes. Nos últimos anos, diferentes países passaram a discutir regras mais rígidas para plataformas digitais, especialmente em relação ao acesso de menores e à exposição a conteúdos considerados nocivos.

A consulta pública do governo britânico sobre segurança online infantil foi encerrada nesta terça-feira e deverá servir de base para futuras regulamentações no país.

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