Desenvolvimento econômico: candidatos apresentam propostas para Pernambuco

ELEIÇÕES 2026

Planos de governo convergem em emprego e infraestrutura, mas adotam estratégias diferentes para estimular a economia

Os planos de governo de Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL) e Renan Hallais (Missão) apresentam propostas distintas para o desenvolvimento econômico de Pernambuco. Entre os pontos presentes nos documentos estão a geração de empregos, ampliação da capacidade produtiva, melhoria da infraestrutura e interiorização das atividades econômicas.

Raquel Lyra associa o desenvolvimento à continuidade dos investimentos públicos, à atração de capital privado e ao fortalecimento da infraestrutura. O plano prevê recuperação e duplicação de rodovias, obras estruturantes e ampliação da capacidade logística. Na política industrial, Suape aparece como um dos principais vetores, com propostas envolvendo a modernização do complexo portuário, a ZPE, a Transnordestina e a atração de investimentos ligados à transição energética e à produção de combustíveis sustentáveis.

João Campos apresenta uma agenda voltada à reindustrialização e ao aumento da participação de setores de maior valor agregado na economia estadual. O plano prevê a reformulação da Adepe, mudanças no Prodepe diante da Reforma Tributária e a criação de novos distritos industriais. A proposta também inclui polos tecnológicos e maior integração entre empresas, universidades e centros de pesquisa, além de iniciativas para aproximar inovação e produção rural.

Ivan Moraes concentra sua proposta no fortalecimento de pequenos negócios, cooperativas, trabalhadores informais e empreendimentos da economia popular. Entre as medidas estão a ampliação do crédito público e do microcrédito orientado, compras governamentais de pequenos produtores, bancos comunitários, moedas sociais e fundos rotativos. O programa busca ampliar a participação de pequenos agentes na atividade econômica e estimular a circulação de renda nos próprios territórios.

Renan Hallais defende uma política econômica baseada em produtividade, competitividade e atração de investimentos. O plano prevê melhorias em infraestrutura e logística e propõe mudanças na política de incentivos fiscais, com benefícios condicionados a contrapartidas como geração de empregos formais, investimentos, aumento da produtividade, futura ampliação da arrecadação e compras de fornecedores locais.

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