Impasse no Senado mantém indefinição na chapa de Raquel Lyra

POLÍTICA

Federação União Progressista reduz pressa por definição enquanto convenções se aproximam em Pernambuco

A definição da segunda vaga ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) continua indefinida a poucos dias das convenções partidárias em Pernambuco. Um novo encontro entre a governadora e o presidente estadual da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), chegou a ser solicitado, mas ainda não foi realizado em razão de compromissos políticos do parlamentar em Brasília e São Paulo.

Nos bastidores, a avaliação é de que a Federação União Progressista passou a adotar uma postura de menor urgência nas negociações. Integrantes do grupo entendem que uma nova conversa com a governadora só terá utilidade se resultar em uma definição concreta sobre a composição da chapa majoritária, especialmente diante da disputa interna entre Eduardo da Fonte e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), pela indicação ao Senado.

Enquanto o diálogo permanece em aberto, lideranças governistas também trabalham na composição das suplências. O senador Fernando Dueire (MDB) e o vice-presidente do PSD em Pernambuco, André Teixeira, estão entre os nomes cotados para integrar as chapas ao Senado, em articulações que seguem paralelamente às negociações sobre a vaga ainda indefinida.

O calendário eleitoral aumenta a pressão sobre as lideranças políticas. As convenções do PP e do União Brasil estão marcadas para este sábado (1º), enquanto o PSD oficializará sua chapa no domingo (2). Já a convenção da Federação União Progressista permanece prevista para o dia 5 de agosto. Nos bastidores, integrantes da federação avaliam que, caso não haja entendimento, a governadora poderá perder o tempo de rádio e televisão correspondente aos partidos que integram o bloco, cenário que mantém as negociações em evidência às vésperas da oficialização das candidaturas.

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